Ive Camanducci explica como experiências da infância e crenças negativas podem gerar bloqueios emocionais na vida adulta.
Bloqueios emocionais: por que algumas pessoas têm dificuldade de demonstrar sentimentos?
Psicóloga explica como experiências da infância e crenças negativas influenciam comportamentos na vida adulta
Muitas pessoas convivem diariamente com medo de rejeição, dificuldade de expressar sentimentos, necessidade excessiva de controle ou receio constante de falhar sem perceber que esses comportamentos podem ter uma origem em comum: os bloqueios emocionais.
Embora sejam frequentemente confundidos com traços de personalidade ou características individuais, esses bloqueios podem representar barreiras internas que dificultam a capacidade de sentir, expressar e processar emoções de forma saudável, impactando relacionamentos, carreira, auto- estima e qualidade de vida.
Segundo a psicóloga Ive Priscila Carnavarolo Camanducci, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia Sistêmica, os bloqueios emocionais costumam surgir a partir de experiências vividas ao longo da vida, especialmente durante a infância.
De acordo com a especialista, uma pessoa que desenvolveu, por exemplo, a crença de que não é boa o suficiente, pode evitar situações desafiadoras por medo de confirmar essa percepção negativa. O mesmo acontece com indivíduos que apresentam dificuldade em confiar nos outros, expressar vulnerabilidade ou lidar com conflitos.
Os sinais podem se manifestar de diversas formas e, entre os mais comuns, estão o medo da rejeição, a autocrítica excessiva, a culpa persistente, a dificuldade em demonstrar emoções, a fuga de conflitos, o medo da intimidade emocional e a necessidade constante de aprovação externa.
Segundo Camanducci:
A psicóloga compara o impacto desses bloqueios a carregar um peso invisível diariamente. Segundo ela, muitas pessoas vivem em estado constante de alerta emocional, evitando situações, relacionamentos ou oportunidades que poderiam gerar crescimento e realização pessoal. Além do sofrimento emocional, os bloqueios também podem contribuir para quadros de ansiedade, insegurança, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Como os bloqueios emocionais podem ser trabalhados
Apesar dos desafios, a especialista destaca que esses padrões podem ser identificados e trabalhados por meio do acompanhamento psicológico adequado. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o tratamento envolve a identificação dos pensamentos automáticos, das crenças centrais e dos comportamentos que mantêm o problema.
A partir desse processo, o paciente desenvolve novas formas de interpretar situ- ações, lidar com emoções e construir respostas mais saudáveis diante dos desafios do cotidiano.
Para Ive Camanducci, buscar ajuda não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas como uma forma de autocuidado e desenvolvimento pessoal.
Segundo Ive Camanducci:
Este conteúdo foi publicado originalmente por Vocacionados.
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