Ive Camanducci explica como hábitos cotidianos, ansiedade e uso de telas podem prejudicar o sono e o descanso reparador.

NA MÍDIA
Guia do Bebê Estamos Desaprendendo a Dormir? Data da publicação original: Não identificada
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Life News Estamos Desaprendendo a Dormir? Data da publicação original: Não identificada
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WEBRUN Estamos desaprendendo a dormir? Psicóloga explica por que descansar ficou tão difícil Data da publicação original: Não identificada

Estamos Desaprendendo a Dormir?

Dormir menos do que o necessário é algo que pode se tornar comum diante de uma rotina marcada por excesso de compromissos, estímulos constantes e dificuldade de desacelerar. O impacto, porém, vai além do cansaço ao acordar.

O sono está diretamente relacionado ao equilíbrio emocional, à concentração, à memória e ao funcionamento do cérebro. Quando o descanso é insuficiente ou pouco reparador, podem aparecer irritabilidade, dificuldade de concentração, queda de produtividade e maior vulnerabilidade emocional.

O sono começa antes de chegar à cama

O sono não começa somente quando a pessoa se deita. Ele é preparado ao longo do dia por meio dos hábitos, das escolhas e da maneira como lidamos com o estresse e a ansiedade.

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O sono não acontece apenas quando fechamos os olhos. Ele é preparado ao longo de todo o dia, pelas nossas escolhas, pelos hábitos que construímos e, principalmente, pela forma como lidamos com o estresse e a ansiedade.

Adultos geralmente precisam de cerca de sete a nove horas de sono por noite. Mas quantidade não significa necessariamente qualidade. Interrupções frequentes e a dificuldade de alcançar fases restauradoras também podem comprometer os benefícios do descanso.

Pequenas mudanças na rotina

A higiene do sono envolve comportamentos que ajudam o organismo a reconhecer o período noturno como um momento de desaceleração.

  • Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos finais de semana.
  • Evitar celulares, computadores e televisão pelo menos uma hora antes de dormir.
  • Reduzir o consumo de cafeína e refeições muito pesadas no período noturno.
  • Praticar atividade física regularmente, preferencialmente evitando horários muito próximos do sono.
  • Manter o quarto escuro, silencioso e confortável.
  • Reservar a cama para dormir, evitando utilizá-la para trabalhar, estudar ou assistir televisão.

O problema dos cochilos prolongados

Cochilos longos ou realizados muito tarde podem diminuir a pressão natural do sono e dificultar o adormecimento à noite. Quando houver necessidade de descansar durante o dia, o ideal é que seja por um período curto e mais cedo, especialmente no início da tarde.

Celular, telas e estado de alerta

A dificuldade para desacelerar à noite não está relacionada apenas à luminosidade das telas. Notícias, redes sociais, vídeos e mensagens também podem manter o cérebro em estado de alerta justamente no momento em que deveria começar a reduzir o ritmo.

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Não é apenas a luz azul que desperta o cérebro. As notícias, redes sociais, vídeos e mensagens mantêm nossa mente em estado de alerta justamente quando ela deveria começar a desacelerar.

Quando a dificuldade para dormir está relacionada à ansiedade

Quando a pessoa se deita e a mente começa a acelerar, revisitando problemas, preocupações ou antecipando situações futuras, a dificuldade para dormir pode estar relacionada a um padrão de ansiedade.

Nesses casos, apenas mudar hábitos pode não ser suficiente. É importante compreender também os fatores emocionais envolvidos na dificuldade de desacelerar e descansar.

Terapia Cognitivo-Comportamental e insônia

A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem utilizada no tratamento da insônia, trabalhando pensamentos, emoções e comportamentos que podem contribuir para a manutenção da dificuldade para dormir.

Essa perspectiva permite compreender não apenas o momento em que a pessoa perde o sono, mas também os padrões que podem estar contribuindo para que o problema continue.

Priorizar o sono é cuidar da saúde mental

O sono é uma necessidade biológica e um dos pilares da saúde mental. Priorizar o descanso significa também cuidar do equilíbrio emocional, da qualidade de vida e da saúde de maneira mais ampla.

Recuperar uma relação mais saudável com o descanso passa por observar hábitos, reduzir estímulos, organizar a rotina e, quando necessário, compreender os fatores emocionais que podem estar interferindo no sono.

SOBRE A AUTORA

Ive Camanducci

Psicóloga | Terapia Cognitivo-Comportamental e Sistêmica

PUBLICAÇÕES ORIGINAIS

Este conteúdo foi publicado originalmente por Guia do Bebê.

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